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O Gestor de Organizações Sociais e a Contabilidade

A preocupação dos Gestores de Organizações Sociais não deve ser unicamente quanto ao cumprimento das obrigações fiscais de ter uma contabilidade organizada segundo as exigências contidas nas normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade.

Os Gestores de Organizações Sociais devem sentir a necessidade de que a contabilidade não seja apenas e tão somente, a narração de uma história, a história da administração.

Os Gestores de Organizações Sociais devem usar e abusar da contabilidade pois, ela deverá relatar, sob o aspecto dinâmico e estático, as mutações ocorridas no patrimônio social.

A contabilidade das Entidades Beneficentes deve ser organizada utilizando-se da melhor forma técnica possível. 

O 3º Setor por ocupar um papel paraestatal tem enorme responsabilidade na administração de seu patrimônio.

O patrimônio das entidades do 3º Setor está vinculado à coletividade, à promoção social, ao bem comum. 

As entidades do 3º Setor existem em função da população, do bem-estar social, da educação, da cultura, da assistência à saúde, da assistência social etc.  

Assim, a contabilidade deverá controlar o patrimônio dessas Instituições em suas variações e, vai declarar se as mesmas estão sendo bem administradas, se estão efetivamente, aplicando seus recursos em suas finalidades institucionais.

A contabilidade como instrumento indispensável à administração vai testemunhar se a Entidade Beneficente está cumprindo fiel e plenamente com suas finalidades institucionais conforme estipulado em seu Estatuto Social.

Portanto, para que a contabilidade possa cumprir efetivamente suas finalidades, a Instituição deve possuir uma contabilidade bem organizada, bem estruturada, bem coordenada e bem gerenciada

A contabilidade vai falar, vai declarar se a entidade está ou não sendo bem administrada; se as riquezas estão ou não sendo bem aplicadas; se a entidade está ou não agindo de conformidade com seus objetivos sociais; se os Gestores estão ou não cumprindo as deliberações de seus órgãos administrativos e deliberativos.

A contabilidade deve ser o guia econômico-financeiro da entidade para a correção de seus orçamentos; deve ser a orientadora do planejamento; deve ser utilizada com maior intensidade, a fim de que o Gestor possa analisar a situação do patrimônio que está administrando.

Assim, a contabilidade, ao controlar o patrimônio dessas Entidades Beneficentes de Assistência Social com suas variações, vai declarar se as mesmas estão sendo bem administradas, se estão efetivamente aplicando seus recursos em suas finalidades institucionais. 

A Contabilidade se firmou como elemento essencial e imprescindível à gestão, condição importantíssima à sustentabilidade da entidade.

A cada instante um fato administrativo (contábil) ocorre, a cada fato ocorrido está presente a contabilidade para registrar o bem ou o mal feito.

A contabilidade deve ser real, deve ser concentrada, objetiva e sistemática, baseada em documentos hábeis, ou seja, a contabilidade será indubitavelmente:

a) - orientadora para o futuro;

b) - cautelosa para as decisões e atitudes do presente;

c) - estatística para todos os tempos;

d) - histórica em seu passado;

e) - promotora da justiça e do progresso social;

f) - arte e de ciência para os estudiosos da matéria.

24 grd

Prof. Dr. Sergio Roberto Monello
Salesiano Cooperador
Membro da Academia Paulista de Contabilidade
Advogado, Contabilista e Professor

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